Pular para o conteudo

Embraer vive ‘oportunidade rara’ para desafiar Airbus e Boeing, diz The Economist

Jatos da linha E1 Embraer

Empresa brasileira é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo

Embraer — fabricante brasileira de aviões — vive um momento que pode representar sua melhor oportunidade em décadas para desafiar o domínio de Airbus e Boeing no mercado global de aviação comercial, avalia a revista britânica The Economist.

Em artigo publicado na quinta-feira (30/7), a revista afirma que, embora tenha apenas uma fração do tamanho das duas gigantes da aviação, a empresa brasileira “tem vivido alguns anos extraordinários” — o que tem levado analistas a especular que a fabricante possa disputar o mercado de aviões maiores.

“A demanda cresce não apenas por seus aviões comerciais de menor porte, mas também pelos jatos executivos e militares que fabrica”, escreve a The Economist.

Números citados pela publicação mostram que a Embraer entregou 141 aeronaves em 2021 e pode chegar a 255 neste ano. Em julho, a empresa anunciou uma carteira recorde de pedidos de US$ 34,5 bilhões.

Além disso, desde o início de 2021, as ações da companhia se valorizaram cerca de dez vezes, desempenho muito superior ao de Airbus e Boeing. E, segundo Francisco Gomes Neto, presidente da empresa, ainda há espaço para “um crescimento substancial” nos próximos anos.

A Embraer é beneficiada por diversos “ventos favoráveis”, afirma a revista. Entre eles estão os atrasos nas entregas de Airbus e Boeing — que acumulam cerca de 16 mil encomendas e prazos de espera de até dez anos para alguns modelos —, o aumento da procura por voos diretos entre aeroportos menores e a expansão do mercado de jatos executivos e militares.

Segundo a publicação, esse contexto abre caminho para um passo mais ambicioso: desenvolver um jato executivo de grande porte.

“Um passo ainda mais ousado — e arriscado — seria lançar um avião comercial maior para competir diretamente com Airbus e Boeing, que devem apresentar substitutos para seus principais modelos de corredor único apenas no fim da década de 2030”, acrescenta.

A revista observa que, como as aeronaves atuais continuam vendendo bem, as duas gigantes têm poucos incentivos para fazer grandes investimentos no curto prazo, o que poderia abrir uma oportunidade rara para a Embraer.

Ao mesmo tempo, pondera que “romper esse duopólio seria um desafio enorme”.

Imagem da reportagem publicada pela The Economist

O texto lembra a tentativa fracassada da canadense Bombardier e o fato de que o presidente da Airbus, Guillaume Faury, já alertou a Embraer para “pensar duas vezes” antes de seguir esse caminho.

Em contrapartida, avalia que uma iniciativa desse tipo levaria a fabricante brasileira “a outro patamar”.

“Talvez a empresa nunca mais tenha uma oportunidade tão favorável para aproveitar sua experiência no desenvolvimento e comercialização de aviões comerciais.”

Apesar disso, a The Economist destaca que a decisão divide opiniões dentro da própria Embraer e exigiria parceiros para financiar um projeto estimado em cerca de US$ 10 bilhões.

Enquanto isso, Gomes Neto afirma que a companhia está “muito confortável com a situação que temos hoje”.

A origem da Embraer

A Embraer é hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, e líder mundial no segmento de aeronaves até 150 assentos.

Com sede em São José dos Campos (SP), fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. De acordo com a empresa, em toda a sua história já produziu e entregou mais de 9 mil aeronaves para mais de 100 países.

A empresa foi fundada em 1969, com o apoio do governo brasileiro, após décadas de esforços privados e governamentais para desenvolver uma indústria aeronáutica competitiva no Brasil.

Além de criar um setor industrial de alta tecnologia, havia o objetivo de facilitar a conexão de diferentes partes do país.

As origens da então chamada Empresa Brasileira de Aeronáutica estão ligadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Foram técnicos formados pelo instituto que, em 1965, começaram a trabalhar em um projeto liderado pelo engenheiro aeronáutico e então major da Força Aérea Brasileira (FAB) Ozires Silva.

O projeto envolvia um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros. Um protótipo da aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo em 1968.

O Bandeirante tinha entre suas vantagens a capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas, chegando a aeroportos menores, que não tinham estrutura para receber jatos de grande porte. Assim, poderia conectar regiões mais isoladas, impulsionando a aviação regional e a integração do país.

Foi nesse contexto que, em 19 de agosto de 1969, nasceu a Embraer, criada para a produção em série do Bandeirante — inicialmente desenvolvido pelo CTA — e tendo Ozires Silva como presidente.

A partir de 1970 e ao longo daquela década, outras aeronaves desenvolvidas pela empresa ganharam destaque, entre elas o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola.

Marcada por ruas de areia e banhada pelos ventos do primeiro parque nacional reconhecido em 23 anos: a vila de Atins lidera o ecoturismo

Marcada por ruas de areia e banhada pelos ventos do primeiro parque nacional reconhecido em 23 anos: a vila de Atins lidera o ecoturismo

Poucos vilarejos brasileiros conseguem juntar mar aberto, dunas brancas e lagoas de água doce em uma mesma paisagem. No litoral leste do Maranhão, dentro dos limites do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Atins guarda esse conjunto. A vila pertence ao município de Barreirinhas e fica no encontro do Rio Preguiças com o Oceano Atlântico. Em 26 de julho de 2024, o parque foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, primeiro brasileiro na categoria em 23 anos.

 

Por que Atins virou base para explorar os Lençóis Maranhenses?

A resposta está na posição geográfica. Atins fica na entrada leste do parque nacional, a poucos minutos das primeiras lagoas do chamado Canto dos Lençóis, trecho acessível a pé ou por veículo tracionado. Enquanto Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão exigem trajetos mais longos até chegar às dunas, Atins está praticamente encostado no campo de areia.

O vilarejo é hoje uma das três bases principais para explorar os Lençóis, ao lado de Barreirinhas e Santo Amaro. Tem ruas de areia, praticamente nenhuma edificação em altura e circulação restrita a veículos 4×4 e buggys. A comunidade cresceu como vila de pescadores e ganhou pousadas, restaurantes e agências à medida que os Lençóis Maranhenses se tornaram um dos destinos naturais mais procurados do país.

O que o título da UNESCO mudou para a região?

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a decisão foi tomada na 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Nova Délhi, na Índia. O parque foi reconhecido pelo campo de dunas intercaladas com lagoas de água doce, ambiente moldado pelo vento e único no mundo.

Cerca de 57% da área do parque é composta pelas dunas, com lagoas de água doce permanentes e temporárias abastecidas pela chuva e pela variação do lençol freático. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o parque recebeu 440 mil visitantes em 2024, tornando-se o sexto parque nacional mais visitado do Brasil.

Como Atins virou uma das principais rotas mundiais de kitesurf?

A combinação de vento constante, mar aberto e trechos rasos do Rio Preguiças fez o vilarejo virar destino cobiçado pelos praticantes do esporte. A temporada acontece principalmente entre agosto e dezembro, quando os ventos alísios sopram com força e constância pela costa leste maranhense.

A cena atraiu estrangeiros que se apaixonaram pela vila e passaram a se estabelecer no local. Pousadas, restaurantes e escolas de kite são frequentemente administrados por franceses, italianos, argentinos e portugueses. Essa presença explica por que Atins tem cardápios internacionais em uma vila com poucas centenas de moradores.

Quais são os passeios mais procurados?

Além das lagoas mais próximas, Atins concentra roteiros que combinam veículo tracionado, barco e caminhada. Confira os principais programas:

  • Canto dos Lençóis: primeiras lagoas do parque, acessíveis a partir do vilarejo com caminhada de cerca de 30 minutos pela praia.
  • Circuito Lagoa Bonita: passeio de dia inteiro em 4×4 até um dos conjuntos de lagoas mais fotografados dos Lençóis.
  • Circuito Lagoa Azul: outro dos roteiros clássicos, com lagoas cristalinas em meio às dunas.
  • Rio Preguiças: descida em voadeira ou barco de linha até Barreirinhas, passando por comunidades ribeirinhas.
  • Vassouras e Mandacaru: comunidades tradicionais na foz do Rio Preguiças, com farol e macacos-prego.
  • Cabure: povoado na outra margem do rio, com pousadas rústicas e praia deserta.

Este vídeo do canal Status Viajante, com 161 mil visualizações, apresenta um guia completo sobre Atins (Maranhão), destacando o trajeto de barco pelo Rio Preguiças com paradas em Vassouras, Mandacaru e Caboré, as lagoas cristalinas dos Lençóis Maranhenses, a revoada dos guarás e dicas de hospedagem e gastronomia na região.

 

Como chegar em Atins?

O aeroporto mais próximo é o de São Luís, a cerca de 250 km. De lá, o trajeto até Barreirinhas leva cerca de 4 horas de carro. A partir de Barreirinhas, o acesso a Atins é feito por voadeira pelo Rio Preguiças, com duração aproximada de 2 horas, ou por veículo 4×4 pelas dunas, único tipo de automóvel credenciado a circular dentro dos Lençóis. A cia aérea Azul também opera voos diretos de São Paulo para Barreirinhas.

 

Presidente da Fifa durante cerimônia da final da Copa do Mundo

O presidente da FifaGianni Infantino, anunciou nesta sexta-feira (31/7) que desistiu do polêmico plano de vender participações nas principais competições da entidade, após sofrer ampla oposição.

Infantino disse que ficou claro que o projeto havia “criado divisões” e que “já não atendem ao interesse” de seu objetivo original.

O suíço acrescentou: “Como resultado, esta proposta não seguirá adiante”.

Infantino havia oferecido US$ 40 milhões (cerca de R$ 200 milhões) a cada uma das 211 associações-membro da Fifa caso elas apoiassem uma proposta de investimento privado em seus torneios, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina.

Na quinta-feira (30/7), as 55 associações-membro do futebol europeu, reunidas na Uefa, votaram a favor de um boicote às Copas do Mundo caso o plano fosse levado adiante.

O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, afirmou que a própria administração da entidade havia sido “enganada” sobre o projeto.

Carlos Cordeiro — principal assessor de Infantino para estratégia global e governança — renunciou ao cargo, dizendo que a proposta era “um mau negócio para o futebol” e que iria “hipotecar o futuro do futebol”.

A decisão ocorreu depois que outras duas grandes confederações também se manifestaram contra o plano.

A Concacaf, entidade que administra o futebol na América do Norte, Central e no Caribe — e que sediou a Copa do Mundo deste verão — afirmou que seus membros “rejeitaram” a proposta. Fontes disseram que a grande maioria das associações da região está perdendo, ou já perdeu, a confiança em Infantino.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) afirmou estar em “solidariedade” com Uefa e Concacaf, enquanto o primeiro-ministro britânico Andy Burnham disse que Infantino era “a pessoa errada” para liderar a Fifa.

Infantino, de 56 anos, agora está sob forte pressão enquanto busca a reeleição para um quarto mandato como presidente no Congresso da Fifa, em março.

Ele afirmou que pretende agora “reunir novamente todas as partes interessadas” no “espírito de interesse comum” pelo futebol.

 

Infantino resistirá à crise?

 

Infantino assumiu a presidência da Fifa em 2016, ao derrotar o então presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Sheikh Salman al-Khalifa, por 115 votos a 88.

O próximo presidente da entidade será escolhido durante o 77º Congresso da Fifa, que será realizado no Marrocos, em março de 2026. Os candidatos têm até 18 de novembro para registrar suas candidaturas.

Até esta semana, a expectativa era de que Infantino fosse reeleito sem oposição. Associações de todo o mundo, incluindo algumas da Europa, já haviam manifestado a intenção de votar nele.

Agora, resta saber se os acontecimentos desta semana provocarão uma retirada em massa desse apoio.

Em seu comunicado, Infantino reiterou que a proposta tinha como objetivo fortalecer as associações-membro, “especialmente nos países onde o apoio é mais necessário”.

Ele acrescentou: “Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar”.

No entanto, a proposta evidenciou divisões dentro da própria Fifa.

Carlos Cordeiro, que representava a entidade na força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026, tornou-se o primeiro dirigente de alto escalão da Fifa a renunciar em razão do projeto.

Em um longo comunicado, Cordeiro afirmou que se opunha “de forma inequívoca” ao plano e disse não aceitar a ideia de que a Fifa precisasse de investidores externos para “desbloquear maior valor”. Ele também afirmou que não participou da elaboração da proposta.

Segundo fontes, Infantino teria mantido até mesmo alguns dos oito vice-presidentes da Fifa sem conhecimento do plano, que, segundo estimativas, poderia levantar US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões).

O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, classificou a iniciativa como “o projeto de uma única pessoa” e afirmou que “um presidente deve reunir as pessoas, uni-las e inspirá-las”, mas que aquele projeto representava “o oposto”.

“Se isso significar que vou perder meu emprego, que assim seja”, acrescentou. “Vou entender e respeitar essa decisão. Pelo menos dormirei tranquilo esta noite.”

 

Cirque du Soleil volta ao Brasil em agosto com nova montagem e visual de espetáculo ‘Alegría’

  • Show que já passou por SP retorna com figurino repaginado e música eletrônica

  • Apresentações acontecem entre 20 de agosto e 8 de novembro no parque Villa-Lobos São Paulo

  • A próxima atração do circo mais famoso do mundo retrata a disputa pelo poder com trapezistas, malabares, contorcionistas, bambolês e trampolins.

     

    Acrobata em figurino brilhante realiza equilíbrio com as mãos no chão e uma perna estendida para cima, segurando um arco com o pé. Fundo escuro com iluminação roxa e figuras humanas ao fundo.

     

    O tema de “Alegría – In a New Light”, espetáculo do Cirque du Soleil pode despertar um déjà-vu para quem acompanha o grupo. E não é por acaso. A encenação é uma releitura de “Alegría“, que passou por palcos/picadeiros brasileiros no final dos anos 2000.

    Aliás, a peça autorreferencial é ainda mais antiga, foi escrita em 1994, quando o grupo completou dez anos de existência. Além disso, o duelo entre o velho e o novo presente na trama serve de contexto para mostrar as próprias transformações da companhia.Como aconteceu há cerca de 20 anos, as apresentações terão como sede o parque Villa-Lobos, na região oeste, entre 20 de agosto e 8 de novembro —em seguida, o espetáculo passa uma temporada em Curitiba (PR), entre os dias 19 de novembro e 13 de dezembro.

Atores em trajes barrocos coloridos estão no palco. Dois deles ajoelhados seguram uma coroa dourada enquanto um terceiro personagem, ao centro, veste roupa vermelha e maquiagem vibrante, olhando para a plateia. Outros dois atores com roupas verdes e chapéus observam a cena ao fundo. O cenário é escuro com iluminação focada nos personagens.

 

A história se passa em um reino cujo rei morreu. Sem alguém no trono, dois grupos disputam o poder. Nobres da aristocracia são liderados por um bobo da corte que sonha em virar rei. Do outro lado, jovens anseiam por uma renovação na coroa.

A história se passa em um reino cujo rei morreu. Sem alguém no trono, dois grupos disputam o poder. Nobres da aristocracia são liderados por um bobo da corte que sonha em virar rei. Do outro lado, jovens anseiam por uma renovação na coroa.

Depois jovens travam batalhas de cambalhotas em uma cama elástica em forma de cruz. Os saltos e piruetas expressam indisciplina e resistência.

A nova montagem troca o figurino original carregado de elementos visuais. O barroco sai. Entram roupas mais leves, música eletrônica, projeções e cenário que mudam conforme a narrativa avança. Os atores falam “cirquish”, linguagem criada pela companhia que mistura sons de idiomas existentes e palavras inventadas.

Uma banda executa ao vivo a trilha de “Alegría”, que inclui a música-título indicada ao Grammy em 1995. As melodias do espetáculo original foram mantidas como um dos pilares da montagem renovada.

Números de comédia intercalam a presença dos acrobatas. Dois palhaços têm a missão de conectar público e show.

Para comportar a dimensão do espetáculo, uma tenda de 51 metros de diâmetro será montada no parque Villa-Lobos — e, depois, no Expotrade, em Curitiba.

O elenco é formado por 54 artistas de várias partes do mundo. Oito deles são brasileiros. Entre eles, Thiago Andreuccetti, que faz um dos palhaços. A cantora Cássia Raquel interpreta uma personagem que simboliza a resistência do povo. Os outros seis são trapezistas.

São 13 setores disponíveis nas apresentações em São Paulo. É possível comprar os ingressos online, no site Eventim (com taxa de serviço) ou fisicamente na bilheteria do shopping Vila Olímpia, aberta até 16/8. A partir de 11/8 a tenda no Villa-Lobos também vira uma opção.

Fonte: Folha de São Paulo

 

Tutóia, no Maranhão, marca transição entre dunas dos Lençóis e o delta do Parnaíba

  • Cidadezinha com ar rural se estrutura para atrair parte do fluxo recorde de visitantes da região

  • Passeios de buggy e de barco levam a banhos em paisagens remotas e paradisíacas

Tutóia (MA)

Vista dos coqueirais em Tutóia que mostra ainda algumas lagoas e dunas

Gabriel Justo

Com os Lençóis Maranhenses batendo recordes de visitantes, outras cidades da região têm se organizado para atrair uma parte desse fluxo. Uma delas é Tutoia, que fica entre Barreirinhas (70 km) e Parnaíba (150 km), no Piauí. Por muito tempo a cidade viveu da pesca artesanal e da agricultura familiar. Em 2005, passou a integrar a então recém-lançada Rota das Emoções.

Com 55 mil habitantes, Tutoia é o último centro urbano do litoral leste maranhense, ocupando uma quase península na porção mais a oeste do delta do Parnaíba. Tem ares de cidadezinha rural, com algumas ruas asfaltadas e iluminadas, e outras ainda de terra e sem luz. Justamente por essa localização, as praias ali da cidade mesmo parecem oceânicas, mas ainda são de água salobra e faixa de areia enlameada, quase como um mangue.

São os passeios, portanto, que proporcionam os banhos que os turistas tanto buscam. O primeiro deles é terrestre (R$ 450 para até quatro pessoas com a Dunatur), e explora os 15 km que separam a cidade dos Pequenos Lençóis, uma formação semelhante aos Lençóis Maranhenses, mas menor.

Outra característica particular dessa versão menor dos Lençóis é que ele é repleto de alguns coqueiros. Eles foram plantados há muitos anos por nativos, que também moravam por ali. Mas a ação dos ventos alísios é implacável, e a areia avançou sobre tudo. Acabou cobrindo as habitações por completo, mas não os coqueiros, que hoje caracterizam a paisagem daqueles lençóis —os originais maranhenses, e mesmo os Pequenos Lençóis de Paulino Neves, mais perto de Barreirinhas, não têm esse tipo de vegetação.

Mesmo em menor escala e com uma coloração mais esverdeada, as lagoas dali proporcionam um banho bastante agradável. Mas como a área não é protegida por restrições ambientais, nos dias de mais movimento há um trânsito incômodo de motos e UTVs que rasgam as dunas sem piedade —marcando-as com seus pneus e trazendo uma poluição sonora que não condiz com a aura paradisíaca do lugar. O turismo local diz que trabalha na conscientização e no ordenamento do fluxo.

Esse passeio também inclui uma parada para banho na praia do Amor, vizinha aos Pequenos Lençóis. É uma praia gigantesca, deserta, e com muitas ondas. Sob o sol forte, dunas e nuvens borram os limites do horizonte, dando ao visitante uma sensação ímpar de estar mergulhado na imensidão de uma natureza ainda bruta.

O trajeto atravessa ainda uma área conhecida como Arpoador, onde bangalôs de madeira e palha coexistem sem muitas cercas, com vacas, porcos e cabritos. É a área preferida dos praticantes de kitesurfe, que encontram ali condições semelhantes às do litoral cearense (lagunas rasas na praia, com o vento batendo na transversal), mas sem muvuca.

Mesmo sem ser do kite, vale pernoitar uma ou duas noites por ali para experimentar a sensação de estar em um lugar quase totalmente isolado —afinal, até a cidade, são pelo menos 15 km de areia.

O outro passeio popular em Tutoia explora o leste da cidade (R$ 150 por pessoa com a Olliver Tur), onde está o delta do Parnaíba —que ali às vezes é chamado de delta das Américas, um nome mais apropriado, já que Parnaíba (tanto o rio quanto a cidade) ficam no Piauí, e não no Maranhão. O mais comum, no entanto, é que a formação leve o nome do seu rio.

São Luís lidera ranking das melhores cidades do Brasil no Nordeste

São Luís do Maranhão - Bonifácio

São Luís conquistou a primeira colocação entre as capitais do Nordeste no segmento de Comércio Exterior do ranking “As Melhores Cidades do Brasil”, publicado pela revista Veja Negócios na edição de julho de 2026.

Além da liderança na categoria, a capital maranhense também aparece entre os destaques nos indicadores de Empresas e Negócios e Qualidade de Vida.

A revista também ressalta o potencial turístico da cidade. O Centro Histórico de São Luís, São Luís conquistou a primeira colocação entre as capitais do Nordeste no segmento de Comércio Exterior do ranking “As Melhores Cidades do Brasil”, publicado pela revista Veja Negócios na edição de julho de 2026.

Além da liderança na categoria, a capital maranhense também aparece entre os destaques nos indicadores de Empresas e Negócios e Qualidade de Vida.

O levantamento aponta que São Luís reúne alguns dos melhores indicadores da região, incluindo o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as capitais nordestinas e a menor taxa de crimes violentos. A cidade também apresentou resultados positivos nas áreas de saúde, renda e geração de empregos.

Segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz), o município possui mais de 105 mil empresas cadastradas, com forte presença dos setores de saúde, construção civil, logística portuária e serviços especializados.

Com população estimada em 1,1 milhão de habitantes, São Luís registra um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 42 bilhões, equivalente a um PIB per capita em torno de R$ 40 mil.

A publicação destaca que a economia da capital maranhense é diversificada e que medidas adotadas pela administração municipal, como a modernização do Plano Diretor, a redução da burocracia e o fortalecimento da segurança jurídica, contribuíram para tornar o ambiente de negócios mais atrativo para novos investimentos.

Outro fator apontado pela revista é a presença de grandes empresas instaladas na cidade. Entre elas está o Grupo Mateus, considerado a terceira maior rede de supermercados do país.

Também figuram entre os principais contribuintes da economia local empresas como Vale, Alumar, Bunge, Suzano, Hospital São Domingos e UDI Hospital. O setor de serviços responde por mais de 60% da atividade econômica do município, sendo o principal responsável pela geração de empregos e renda.

A localização estratégica de São Luís também foi destacada no estudo. Por estar mais próxima da Europa e da costa leste dos Estados Unidos do que outras capitais brasileiras, a cidade desempenha papel relevante no comércio internacional.

O Porto do Itaqui, um dos mais profundos do Brasil, é considerado peça-chave na movimentação de cargas, especialmente de grãos e minérios provenientes das regiões Norte e Centro-Oeste. Em agosto de 2025, o terminal registrou um recorde ao movimentar 3,85 milhões de toneladas de cargas em um único mês.

O incentivo ao empreendedorismo aparece como outro diferencial da capital. Em parceria com o Sebrae, a Prefeitura desenvolve dezenas de projetos voltados à capacitação, formalização e acesso ao crédito para pequenos empreendedores. Entre as iniciativas estão os programas “São Luís + Empreendedora”, “Inova São Luís” e “Impacta + São Luís”, que buscam fortalecer os pequenos negócios e ampliar as oportunidades de geração de renda.

reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, reúne mais de cinco mil construções históricas, incluindo igrejas, casarões e prédios coloniais que preservam influências portuguesas e holandesas. O conjunto arquitetônico é um dos principais cartões-postais do Maranhão e importante atrativo para visitantes do Brasil e do exterior.

A prefeita Esmênia Miranda afirmou que o reconhecimento representa o avanço das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do município. Segundo ela, o resultado fortalece a estratégia de atração de investimentos, geração de empregos, valorização do patrimônio histórico e melhoria da qualidade de vida da população.

Desempenho de São Luís no ranking Veja Negócios 2026 – Região Nordeste

  • 1º lugar em Comércio Exterior;
  • 2º lugar em Indicadores Sociais;
  • 3º lugar em Empresas e Negócios;
  • 3º lugar em Renda e Emprego;
  • 4º lugar em Saúde;
  • 4º lugar em Qualidade de Vida.

Fonte: Veja Negócios – Edição de julho

 

BR-135 no Campo de Periz pede socorro

 

Buracos no Campo de Periz

 

Quem pega a rodovia BR-135 que começa em São Luís do Maranhão e vai até Minas Gerais, sendo uma das mais longas do país, esta longe de imaginar que um trecho logo depois de sair da capital maranhense, esteja tão ruim de tráfego como está bem próximo da localidade Periz de Baixo.

 

Como está o Campo de Periz

São vários buracos, água na pista que dificultam o trânsito e a passagem dos motoristas que precisam passar no trecho. Saída de uma cidade como São Luís, capital do Maranhão, o Campo de Periz teve sua estrada duplicada, mas a parte mais nova nunca ficou boa, e, sempre apresentou defeito com o surgimento de verdadeiras crateras, buracos e desnível ao longo da sua extensão.26

Perigo no Campo de Periz

Agora mesmo nesta segunda feira, 26 de julho, um veículo caiu em um buraco e teve dois pneus cortados, causando transtorno não só para o seu proprietário, como também para os outros motoristas que vinham no sentido Bacabeira.

Questionado sobre o problema, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte), superintendência do Maranhão, não se manifesta e nem tampouco toma conhecimento dos problemas na rodovia, que é o único acesso à capital maranhense.

Outro trecho na mesma BR-135, já no município de Bacabeira no povoado Vila Cearense, sofreu uma interdição, e somente depois do movimento foram feitos alguns reparos no local permitindo o tráfego normal.

Espera-se uma tomada de posição por parte do DNIT com a recuperação do trecho, pois do contrário a situação tende a piorar, com prejuízos aos usuários desta importante BR.

 

 

Pesquisa mostra por que ouvintes continuam fiéis ao rádio

Uma pesquisa realizada pelo Katz Radio Group com 1.600 consumidores norte-americanos, em junho de 2026, revelou os principais fatores que fazem uma emissora de rádio conquistar e manter a preferência do público. O estudo mostra que, mesmo diante do crescimento das plataformas digitais e das inúmeras opções de entretenimento, o rádio continua sendo um dos meios de comunicação mais presentes na rotina das pessoas.
A pesquisa apontou que mais de 86% dos ouvintes escutam rádio com frequência, reforçando o papel do meio como uma companhia diária e confiável.
Rádio faz parte da rotina
A pesquisa revelou que o horário de maior audiência acontece durante as manhãs dos dias úteis. Cerca de 64% dos ouvintes acompanham suas emissoras favoritas entre 6h e 10h. O período da tarde também se destaca, com 52% de audiência, enquanto o horário do almoço registra 41%.
O carro continua sendo o principal local de escuta. Metade de toda a audiência ocorre durante deslocamentos, mostrando que o rádio mantém uma vantagem importante: alcançar as pessoas longe das telas e em momentos de tomada de decisões.
Ouvintes criam laços com suas emissoras favoritas
Muito além do alcance, o rádio se destaca pela forte conexão emocional que estabelece com o público.
Segundo a pesquisa:
91% afirmam que sua emissora favorita melhora o humor;
84% acreditam que ela está conectada à comunidade local;
93% dizem que sentiriam falta da emissora caso ela deixasse de existir.
Os resultados mostram que a relação entre ouvintes e emissoras vai muito além de um simples hábito de consumo. Em muitos casos, essa ligação dura décadas. Um quarto dos entrevistados afirmou ouvir sua emissora favorita há mais de 20 anos.
Locutores são fundamentais para a fidelidade do público
Um dos pontos mais importantes do estudo foi o papel dos locutores, comunicadores e apresentadores.
Quase dois terços dos ouvintes (63%) consideram as personalidades do rádio muito importantes para sua experiência com a emissora. Além disso, 57% conseguem citar o nome de um locutor favorito.
Mais do que anunciar músicas ou informações locais, esses profissionais criam vínculos de confiança com a audiência e ajudam a fortalecer a identidade das emissoras.
A voz do locutor influencia decisões de compra
A pesquisa também mostrou que os ouvintes valorizam recomendações feitas por comunicadores em quem confiam.
Entre os entrevistados:
61% afirmam que têm mais interesse em uma marca quando ela é recomendada por um locutor;
40% consideram essas recomendações mais pessoais e autênticas do que a publicidade tradicional;
37% dizem prestar mais atenção a esse tipo de anúncio;
59% afirmam prestar atenção às propagandas exibidas em sua emissora favorita;
57% confiam mais nas marcas anunciadas ali.
Os dados reforçam algo que o mercado de rádio já conhece há décadas: a credibilidade do comunicador continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para conectar marcas e consumidores.
Rádio segue forte e relevante
O estudo conclui que o rádio continua sendo um meio extremamente relevante. Os ouvintes acompanham suas emissoras em momentos valiosos do dia, mantêm fortes conexões emocionais com o conteúdo e desenvolvem relações de confiança com os profissionais que estão no ar.
Para anunciantes e emissoras, a mensagem é clara: alcance consistente, credibilidade, engajamento emocional e influência real continuam sendo algumas das maiores forças do rádio.

Blog do Geraldo Castro está de volta

O Blog do Geraldo Castro está de volta

O Blog do Geraldo Castro está oficialmente de volta, trazendo novamente ao público o jornalismo de credibilidade, a análise política perspicaz e a cobertura completa do cotidiano maranhense.

Com uma trajetória consagrada na comunicação e sendo uma das vozes mais conhecidas e respeitadas do rádio no Maranhão, a reativação deste espaço digital marca o retorno de um canal indispensável para o debate público regional.

O que esperar deste retorno

O retorno do blog reforça o compromisso do jornalista em conectar o público a informações repletas de contexto, utilidade pública e análises profundas. O leitor encontrará:

  • Bastidores da Política: Cobertura analítica sobre o panorama eleitoral, decisões governamentais e movimentos partidários no Maranhão e no Brasil.
    Utilidade Pública e Sociedade: Espaço dedicado a pautas de interesse coletivo, trazendo serviços essenciais e voz às demandas da comunidade.
    Conexão Multimídia: Integração direta com a sua consolidada atuação no rádio e em transmissões de vídeo, acompanhando as demandas da era digital.

A força da comunicação local

Para o leitor, a volta do portal representa o reabastecimento de uma fonte segura em meio ao fluxo excessivo de notícias rápidas da internet. A identidade jornalística de Geraldo Castro, marcada pelo respeito ao público, pela pluralidade e pela apuração rigorosa dos fatos, ganha agora uma nova etapa em sua jornada digital.

Acompanhe as atualizações diárias para ficar por dentro dos principais acontecimentos que moldam o estado e o país!